sexta-feira, 25 de maio de 2012

QUILOMBO SÃO JOSÉ


Quilombo São José






Conhecida por sua festa de comemoração ao 13 de maio, todo ano, esta comunidade celebra com uma missa afro ao ar livre, feijoada, capoeira e a roda de jongo a noite inteira.
O Quilombo São José é o mais antigo do estado do Rio de Janeiro. Nele, vivem mais ou menos 200 pessoas, em casas ainda de pau a pique.




Esta comunidade vive de agricultura de subsistência, e mantém o Jongo como forma de disseminação de sua cultura afro. 
O Jongo é uma manifestação cultural de africanos essencialmente rural diretamente associada a cultura africana, que influenciou na formação do samba carioca. Muitos jongueiros dizem que o jongo é considerado o avô do samba. 



Eles possuem um núcleo religioso e cultural forte, sendo procurados por outros quilombolas, principalmente nos encontros de jongueiros que acontecem ao longo do ano.

Assim como o Terço de São Gonçalo que também faz parte do cotidiano dos moradores desde a chegada dos seus antepassados. 




Por que visitar o São José?
Porque você vai sentir como se estivesse no passado. A troca com a comunidade é muito boa, pois eles são bons anfitriões, sempre prontos para uma boa prosa, para cantar ou dançar e para oferecer uma bela comida.





A visita ao São José é uma lavagem na alma. Saímos de lá valorizando as pequenas coisas da vida.





 Como chegar: 
Saindo do Rio de Janeiro de carro, seguir pela estrada Rio- SP, entrar na saída para Piraí- Barra do Piraí em direção a Valença. Após o trevo, seguir em direção a cidade de Conservatória (entrar a esquerda para Conservatória e não a direita para Valença). Atravessar a cidade de Conservatória e subir a Serra da Beleza (estrada de barro).
Após a quarta ponte, no 18 Km da estrada de barro, virar a esquerda na entrada da Fazenda São José (seguir mais 6 km) por essa estrada de barro secundária atravessando 3 porteiras e você logo verá a entrada para o Quilombo da Fazenda São José da Serra.

Fonte: Fotos Fernando Souza

terça-feira, 22 de maio de 2012

O que é Turismo de Base Comunitária?


O Turismo de Base Comunitária, é o turismo em que a população residente, convida o turista a visitar sua comunidade, conhecer sua cultura, sua história e tradições e em algumas delas, você poderá passar a noite e conhecer um pouco mais de perto o dia a dia daquela população local.    
Portanto, quando falamos em turismo de base comunitária, nos referimos a comunidade e sua participação no processo de tomada de decisão da atividade turística. 



Comunidade vem da palavra comum e significa que a terra e os recursos existentes nos lugares podiam ser usufruídos por todos, de acordo com as necessidades de cada um.
No conviver comunitário primitivo, tudo era comum a todos, não existia propriedade privada e todos assumiam responsabilidades para suprir as necessidades.
Viver em comunidade implica para os indivíduos, algum tipo de responsabilidade coletiva e habilidades para decidirem o que poderá favorecer a melhoria dos residentes como um todo.



Os benefícios são grandes, pois a participação intensifica a auto estima da comunidade local, incentivando seu engajamento no processo de desenvolvimento, favorecendo a geração de empregos locais diretos e indiretos.





Através do turismo de base comunitária, o turista entra em contato com o modo de vida tradicionais e com a natureza, aprendendo a celebrar e a respeitar as culturas tradicionais.
A comunidade tem como diferencial turístico, sua cultura, que é representada pela sua culinária, manifestações, artesanato,etc.


O Turismo de base comunitária surge a partir de preocupação com as gerações futuras e com o rumo que o turismo não planejado estava impactando o meio ambiente e excluindo a comunidade local.
Portanto ele também é considerado turismo sustentável, pois são formas desenvolvidas que satisfazem hoje as necessidades do turista e da comunidade local, sem comprometer com a capacidade das gerações futuras e preservando o meio ambiente.


Diversos locais no Brasil, já desenvolvem o turismo de base comunitária.
Mostrarei para vocês nas próximas postagens do conectando territórios. Continuem conectados!!
Carpe Diem. 

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Baile Charme no Viaduto Negrão de Lima, Madureira, Zona Norte do Rio de Janeiro.

Madureira, tradicional bairro do subúrbio carioca, conhecido por ser o berço de escolas de samba como a Portela e Império Serrano, além do Jongo da Serrinha, é famosa também por abrigar em seu viaduto o baile charme.

Carinhosamente conhecido por Dutão, o baile teve sua origem há mais de 20 anos quando se tornou reduto carioca da black music, preservando as batidas originais. Atualmente inclui adaptações de diversos estilos musicais, incluindo a MPB, ao som dos três DJs residentes do local: Michell, Fernandinho e Guto.

Ele se desenvolveu através da vontade do produtor Cesar Ataíde, em criar um baile charme, que pudesse envolver todos os suburbanos. Conseguiram inicialmente uma autorização para realizar numa praça e mais tarde utilizaram a parte inferior do viaduto e fundaram o famoso baile charme.

Este foi reconhecido pelo governo do estado do Rio de Janeiro como instrumento essencial a cultura e foi rebatizado como Projeto Rio Charme. O local sofreu reformas possibilitando mais conforto e segurança aos charmeiros, se tornando o lugar preferido para os amantes da black music na cidade.

Ele acontece todo o sábado, a partir das 22 horas, mas só começa a ficar cheio lá pela 1 da manhã.
Se você gosta de dançar, esse é o lugar certo para passar a sua noite. Vale a pena arriscar uns passinhos. Existem vários grupos dançantes na pista. É só escolher um deles. Tem para todos os níveis.




O clima do local é de paz e amor. Pessoas de todas as idades dançam juntos num clima super agradável. Não existe briga nem confusão no Dutão. A sensação é de proteção, num ambiente familiar.



Se você gosta de conhecer lugares diferentes, essa é a escolha certa. Uma chance de conhecer um local que tem muita história para contar, além ter o contato com a população do local e sua identidade charmeira.
Os frequentadores são super estilosos e possuem uma singularidade no seu modo de vestir e de dançar. Eles associam a elegância à dança, além da construção de uma identidade   à moda que é influenciada pela cultura negra americana.



Informações importantes:

Ambiente: Mais familiar impossível. Tem pessoas de todas as idades. De adolescente a terceira idade, fora o clima paz e amor.
Roupas: Vá com uma roupa confortável e tão elegante quanto os charmeiros se prepare para dançar até cansar.
Tempo de permanência: A noite toda. Divirta-se!



segunda-feira, 12 de março de 2012

Pense no Local

Quando estamos viajando muitas vezes nos deparamos consumindo produtos de grandes empresas. Estas que estão dominando o mercado e excluindo muitas vezes a cultura e a população local.
Como forma de experiência quando estiver viajando, procure saber mais sobre o local e as pessoas que também fazem parte daquele lugar que está sendo visitado.
Procure saber de onde vem aquele docinho delicioso que você comeu no café da manhã do hotel. Ele pode estar bem perto de você. Muitas vezes ele é encontrado sendo vendido na praia, e você nem sabe que ele foi feito pela camareira que arrumou seu quarto hoje de manhã.
Então compre local, coma local, gaste local e aproveite o local. Boa Viagem e Carpe Diem!!


quarta-feira, 7 de março de 2012

Olá! Conectando Territórios é um blog que mostrará sobre diferentes lugares e modos autênticos de vida. 
Minha pretensão é informar variedades e aspectos peculiares de lugares visitados, de forma que facilite a conexão com a diversidade cultural e a preservação da natureza.
Ficarei honrada se adicionarem aos seus "favoritos" e fizerem comentários. Estarei aqui para troca de experiencias. Espero que gostem.
Abraços





Quilombo do Campinho da Independência, Parati, Rio de Janeiro


Kilombo, esta palavra tem origem do kimbundo, uma das principais línguas faladas em Angola.
Ki-lombo = Kilombo = Quilombo = Fortaleza.
Kilombo, significa na verdade " fortaleza de pretos construída num lugar alto". Por isso que os quilombos  se constituíram em serras altas. Algumas comunidades se fixavam em lugares de difícil acesso, próximas a áreas de floresta, longe do leito dos rios, em busca de um local defensivo. Com o fim da escravidão, muitas comunidades quilombolas se deslocaram para áreas mais próximas de centros urbanos.

Localizada a 20 km do Centro Histórico de Parati, Rio de Janeiro, Brasil, encontramos a comunidade do Campinho da Independência.
Seus antepassados contam que a antiga Fazenda Independência foi doada as três irmãs: Antonica, Marcelina e Luiza. E a comunidade hoje é basicamente formada por seus descendentes.

                                                           Representação das três mulheres


Um dos maiores motivos para se conhecer um quilombo é poder entrar em contato com a cultura afro brasileira.
O lugar é lindo. Vale a pena o passeio. Você pode tomar um banho de cachoeira e provar a comida do restaurante quilombola. No cardápio, além da tradicional feijoada, com tudo preparado no fogão a lenha, vale a pena experimentar a paçoca de banana e suco feito de palmito jussara. Não deixe de provar!
As artesãs produzem peças feitas com palha, bambu, sementes e cipó, retirados do próprio local, onde são confeccionados artesanatos para decoração, móveis de abajur a pufes, além de bolsas e outras coisas mais. Tudo isso pode ser encontrado na loja de artesanato, que ainda vende doces artesanais que são uma delícia. 

Artesanato

Através do agendamento de uma visita ao quilombo, você pode inclusive a fazer uma oficina de cestaria, aprendendo diretamente com as artesãs, assim como conhecer a agrofloresta.
A comunidade tem uma grande consciência ecológica, e através da agrofloresta, estão reintroduzindo o palmito Jussara, que é aproveitado para a confecção de artesanato e para fazer o delicioso suco. 

Agrofloresta


Também é possível conhecer o jongo, que é uma manifestação cultural africana, que é dançada e cantada com o acompanhamento de três tambores. Você pode ver a apresentação de jongo, ou pode fazer uma oficina de jongo que é oferecida aos turistas.

O Jongo


Informações Importantes:

Ambiente: Bem familiar. Fiquem a vontade as mulheres que viajam sozinhas
Hospedagem: Recomendo o camping da Tina para quem quiser dormir lá. Eles possuem três quartos com banheiro. Simples, mas aconchegante, com café da manhã, além da ótima companhia da anfitriã. Para quem quiser acampar, é só armar a barraca no local. É uma delícia dormir ouvindo o barulho do rio.
Clima: No verão é bem quente e no inverno é friozinho. É bom ir em qualquer época do ano.
Festas: Destaque para as festas de 20 de novembro e carnaval.
Formalidades: Para quem quiser conhecer o quilombo em grupo, é possível fazer um agendamento, onde podem ser incluídas oficinas de cestaria, jongo, além da agrofloresta.
Tempo de permanência: 1 a 2 dias

Para quem for a Parati, vale a pena passar um dia no Campinho para conhecer um pouco da cultura quilombola.